Pipeline que transforma o buraco de alfabetização em custo de investimento
Saber que um município está mal em alfabetização não diz quanto custa consertar, e é o custo que permite comparar dois municípios na hora de dividir orçamento. A esteira pega o dado bruto do governo e devolve, para cada município, uma estimativa em reais do investimento necessário para fechar o buraco.
Palavras sublinhadas têm uma explicação rápida. Toque nelas.
Uma esteira de dados que vai do arquivo cru do governo até uma tabela de "quanto custa consertar, por município", pronta para um gestor consultar sem precisar de analista no meio.
O número de custo é o que transforma "este município está mal" em "invista R$ X aqui primeiro". Sem ele, a fila de prioridade acaba montada no achismo, ou na pressão de quem fala mais alto na reunião.
Três camadas (bruto, tratado e pronto), com testes em cada passagem, para o erro aparecer perto de onde nasceu. As metas que faltavam para 56% dos municípios foram preenchidas por vizinhança geográfica, com erro médio medido de 5 pontos, e não chutadas. O custo de nuvem fica preso por um cluster que liga na hora de rodar e desliga em seguida.
Arquitetura em três camadas (bruto, tratado, pronto para consumo) na nuvem, com o cluster de processamento ligado só na hora de rodar para não queimar orçamento. A primeira versão do modelo de custo superestimava o investimento necessário em 77 vezes; o erro foi pego na auditoria e corrigido, com registro. Estimativa final: R$ 1,2 bi para 4.679 municípios com gap para a meta de 80%.
Esta esteira é o começo da linha que terminou no Painel de alfabetização. O detalhe que mais importa aqui: a primeira versão do modelo de custo errava por 77 vezes, e o erro foi pego dentro do próprio processo de auditoria, antes de virar recomendação de orçamento. É o tipo de falha que passa despercebida quando ninguém confere a ordem de grandeza do resultado contra o mundo real. Projeto feito em dupla, repositório público, com os dois autores creditados.