Luiz Maibashi Economista · construo e meço sistemas de IA

Projetos

compliance · macro Resultado positivo mai-set 2026

Separar o poupador com medo do câmbio do profissional que fraciona operação

Duas pessoas compram a mesma stablecoin, no mesmo dia, em lotes parecidos. Uma está protegendo a poupança da queda do real. A outra está fatiando uma operação para ficar abaixo do valor que obriga a reportar. Para o sistema antifraude as duas são idênticas, e é por isso que a área de compliance afoga em alarme falso. Este projeto usa o estado da economia como pista para separar uma da outra.

Palavras sublinhadas têm uma explicação rápida. Toque nelas.

o que separa os dois
quem compra o que o sistema conclui Poupador compra USDT em lotes Fracionador compra USDT em lotes Contexto macro o real está caindo? o risco fiscal subiu? Explicado protegendo a poupança Continua marcado fatiando para não reportar Sem a caixa do meio, as duas compras viram alerta. precisão dos alertas: de 36% para 45%
A pista que separa o suspeito do normal não está dentro da transação, está no estado da economia no dia em que ela aconteceu. O custo do ganho ficou medido e assumido: o alarme falso em cima de um poupador legítimo sobe de 2,3 a 3,5 vezes.
O QUÊ

Um detector de anomalia para relatórios de lavagem de dinheiro que recebe, junto com a transação, o contexto macroeconômico do dia em que ela aconteceu. Três camadas: as regras do Banco Central, um modelo de anomalia e um verificador final.

POR QUÊ

Sem esse contexto, o modelo trata todo pico de compra de dólar sintético como suspeito. Só que, com o real caindo, comprar stablecoin é exatamente o que um poupador racional faz. A informação que separa o suspeito do normal não está na transação, e por isso nenhum ajuste no modelo sozinho resolve.

COMO

O contexto macro é 100% real, de fonte oficial (Banco Central, dados de mercado, tendências de busca). As transações individuais são sintéticas e o identificador do usuário é embaralhado por design, porque o projeto não precisa de dado pessoal para provar o ponto. Começou como análise econométrica e virou produto de compliance, com o pivô registrado em vez de reescrito como se sempre tivesse sido o plano.

RESULTADO

Colocar um índice de risco fiscal como variável do modelo levou a precisão dos alertas de 36% para 45%. O custo ficou medido e assumido: o alarme falso em cima de um poupador legítimo sobe de 2,3 a 3,5 vezes. A relação entre o dólar e o volume de compra de USDT, correlação de 0,50, se sustenta mesmo controlando pelo índice do dólar global.

sem contexto macro · 36% com índice de risco fiscal · 45%
LEITURA

Aqui não existe ganho de graça, e o projeto diz isso na cara: apertar o filtro para pegar mais fracionador significa incomodar mais gente honesta, de 2,3 a 3,5 vezes mais. Quem decide o quanto apertar é a área de compliance, não o modelo, e o trabalho entrega o número para essa conversa acontecer com dado em vez de opinião. O que sustenta o projeto é o rastro: o paper que originou a hipótese e a cadeia de evidências para atribuir uma operação a um país.